Especialistas da UnB mostram como evitar doenças respiratórias.
FABIANA VASCONCELOS
Da Secrataria de Comunicação da
UnB
Durante o inverno, os atendimentos a pacientes com
sinusites, pneumonias, otites, rinites e resfriados aumentam em até 30% no
Hospital Universitário de Brasília (HUB). Tudo em decorrência da queda da
umidade relativa do ar e do frio, comuns nesta época do ano na capital.
Segundo o pneumologista Ricardo Martins, essas doenças
ocorrem porque o sistema respiratório está entre as partes do corpo mais
expostas ao meio externo. “O organismo precisa de temperatura e umidade
adequadas para trabalhar”, explica. Quando algum desses fatores está fora do
habitual, o organismo precisa compensá-lo para manter a ordem.
Por isso, quem não quer fazer parte das estatísticas pode
tomar medidas simples, mas bastante eficazes. A principal delas é tomar pelo
menos dois litros de água por dia. Para facilitar a conta, Martins sugere um
copo a cada hora. “É preciso repor o que está faltando. O organismo é composto
de mais de 60% de água, o que mostra a sua importância para a vida”, explica.
Além da ingestão do líquido, recomenda-se tomar outros
cuidados em casa, no trabalho e na rua. Vale resgatar a idéia de colocar
umidificadores na residência ou toalhas molhadas. No serviço, o ar
condicionado, que resseca o ambiente, agrava a situação e deve ficar
preferencialmente desligado. Se for inevitável que permaneça em funcionamento,
a temperatura ideal é de 23ºC.
Além disso, ao circular pelos centros urbanos, o ideal é
evitar regiões de grande fluxo de veículos, a exemplo da Rodoviária do Plano
Piloto ou do centro de Taguatinga. Com a queda da umidade, a poluição
atmosférica tende a se acentuar e a favorecer as doenças respiratórias.
COMIDA - No almoço, café e jantar, também há medidas que
devem ser adotadas. Entre elas, priorizar alimentos ricos em líquidos, como
frutas, verduras e legumes. E para não perder o costume, deixar de lado comidas
gordurosas, que sobrecarregam o sistema digestivo.
Quanto à prática de esportes, nada de exercícios no
começo da tarde, principalmente entre as 14h e as 15h. “É maléfico para o
organismo”, diz Martins. O período da manhã, até as 9h, e da tarde, depois das
17h, são os mais indicados para essas atividades.
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Por: Andrade (Anònimo) em 27-03-2009 02:57